Let Me Go, Life Your Life


Autor: Little Moon

Sinopse: Por que Bill andava bebendo tanto? Era tudo o que Tom queria saber...


Classificação: +18
Categorias: Tokio Hotel 
Gêneros:  Drama, Lemon, Shounen-ai, Yaoi, Universo Alternativo.
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Incesto, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência, Álcool.

Notas da história: 

Enfiiim, lembram que eu fiz uma fic que era o resultado do meu sono? "I Miss You, Bill Kauitz", enfim... Essa aqui é o resultado do meu tédio kkkkkkkkkkkk'
Olha, não vou dizer pra não lerem, mas já aviso que não é bom... mas enfim, se for ler, quero comentários u__u' é desanimador escrever e ninguém dar a opinião, mesmo que não tenham gostado... sei lá... deixem algo, poxa ):



Capítulo 1

Notas: 

Nada a declarar... Boa leitura ^^


~x~


Bill estava curvado no vaso sanitário vomitando até as tripas. Já estava acostumado a isso, nunca se lembrava do sabor daquilo mesmo, então não importava muito. Na porta seu irmão o encarava com raiva, os braços cruzados e o corpo encostado à parede. Estava realmente cansado de ter que cuidar de Bill todas as noites, ele estava virando um alcoólatra! E isso não era nada bom, nem para sua carreira, nem para a saúde dele, muito menos para Tom.

– Vai, idiota, fica bebendo mesmo. – disse um tanto irritado.

– Ca-cala... – mas não pôde continuar a frase, sua garganta estava um tanto ocupada com outras coisas. 

Nem quis dar mais atenção ao bêbado, saiu do banheiro e foi para o quarto, mas cansado de tudo o que vinha acontecendo deixou seu corpo cair sobre a cama. Estava farto das bebedeiras de Bill, queria que ele parasse o mais rápido possível, queria acabar com isso. Estava realmente preocupado com o gêmeo, ele só fazia beber, beber e beber.

Não se importava de ficar cuidando dele, porque passava um tempo com ele, coisa que não acontecia com ele sóbrio, pois o mais novo começara a evita-lo de uns tempos pra cá; mas estava preocupado com a saúde dele que nunca fora uma das melhores e com essa bebedeira toda tudo tendia a piorar! Suspirou com o rosto entre os travesseiros do irmão, tinham o cheirinho do cabelo dele, amava o antigo cheiro de Bill, já que agora o mesmo cheirava apenas a álcool.

Triste, deixou o quarto para que Bill tomasse um banho e colocasse uma roupa confortável e desceu as escadas para chegar até à cozinha. Começou a preparar um café para o irmão, precisava mantê-lo acordado para conversarem seriamente, não queria esperar pelo dia seguinte, pois sabia que quando acordasse o irmão já não estaria em casa. Volta e meia suspirava triste olhando na direção do quarto onde deixara Bill.

Normalmente teria deixado Bill sofrendo sozinho e tal, mas não conseguia... Pois estava apaixonado por seu próprio irmão, sabia que isso era errado, mas queria mais é que as pessoas tomassem no cu delas e o deixassem sentir o que quisesse em paz. Percebeu isso depois que Bill começou a sair todas as manhãs e voltar bêbado para casa, sentia uma falta enorme do irmão e já se pegara várias vezes desejando-o de outra forma... Já chegara até a se tocar imaginado coisas e...
Sentiu sua face corar ao lembrar de quando experimentou outras coisas além de se masturbar, naquele dia não aguentou a curiosidade e a vontade!

Flashback on.

Tom estava deitado em sua cama assistindo um filme qualquer, na verdade era um DVD pornô gay que havia arranjado, seu interesse por esse tipo de coisa havia aumentado bastante e, naquele dia, queria apenas saber como era exatamente que os gays transavam, claro que tinha uma noção básica, mas... Enfim, ele queria ver como era e ponto, uma coisa normal para qualquer pessoa, era apenas curiosidade, ora!

Os dois homens estavam, por enquanto, trocando beijos quentes e tocando o corpo seminu um do outro, podia-se notar seus membros rijos e o suor em seus corpos, sem contar com as respirações ofegantes e, por um momento, Tom se perguntou qual era o prazer de estar com outro homem daquela forma... Será que era tão diferente de estar com mulheres? Com certeza devia ser, afinal mulheres eram bem mais delicadas que homens, devia ser algo realmente diferente e excitante.

Revirou os olhos para seus pensamentos e voltou a se concentrar no que se passava na tela de sua televisão. Agora eles estavam nus. Era impressão do moreno ou o quarto estava mais quente que o normal? Voltou a se concentrar na televisão e quase se engasgou com a saliva quando viu o moreno tatuado chupar o outro homem, este gemia de prazer, estampado em sua face. Tom se sentou na cama e se concentrou ainda mais na boca do tatuado no pênis do outro. Não era tão estranho quanto imaginava. Não estar sendo chupado, porque já fora chupado por mulheres, claro, mas ver um homem fazendo isso é bem diferente e, antes, ele achava que podia ser a visão do inferno.

E então o homem tatuado parou de chupá-lo e eles voltaram a se beijar enquanto o homem sem tatuagens começava a sentar no membro do tatuado, penetrando-se. Foi naquele instante que Tom sentiu algo estranho em seu corpo, estranho não porque ele conhecia muito bem aquela sensação. Seu baixo ventre formigava e, ao olhar para baixo notou que, dentro de sua calça moletom, seu membro estava ereto.  Sentiu vergonha, mesmo sem ninguém ali, não imaginou que ficaria tão excitado assim assistindo um DVD pornô gay!

Olhou novamente para a tela, o homem não tatuado estava com as mãos no peito do outro enquanto pulava em seu membro, penetrando-se por completo. Sem aguentar mais o Kaulitz retirou as calças e a boxer, ficando nu. Suspirou, faria mesmo aquilo por causa de um DVD pornô gay? Toda sua concepção de ser heterossexual estava em ruínas  Deitou-se na cama e continuou a olhar o que se passava na televisão, mas antes de se masturbar procurou seu lubrificante para tornar aquilo mais fácil.

Respirando pesadamente ele colocou um pouco de lubrificante na mão e rodeou o próprio membro com a mesma, grunhindo com a temperatura fria do gel em seu pênis que praticamente pegava fogo tamanha a sua excitação.

– Ahn... – deixou um leve gemido lhe escapar dos lábios ao apertar seu membro. Na televisão os homens gemiam um tanto sem controle, a câmera focava a penetração e o de dreads não pôde deixar de reparar na falta de pelos no homem e no quanto parecia apertado estar ali, mas também se pegou pensando se ser penetrado seria tão bom quanto parecia. O homem pulava cada vez mais rápido e forte, o pênis entrava completamente dentro de si e ele gemia descontrolado. – Ah, caralho... – gemeu o homem aumentando a velocidade de sua masturbação.

Foi então que, ao fechar os olhos, uma imagem lhe veio em mente, tão clara e deliciosamente prazerosa que sua mão foi ainda mais rápido, apertava seu pênis à medida que sua mão descia e subia veloz. Em sua mente Bill estava lhe tocando, estavam se beijando com luxúria e ambos estavam nus na cama; o mais novo estava sobre seu corpo e lhe chupava um mamilo. Imediatamente levou a mão livre até um dos mamilos e o beliscou, gemendo ainda mais com a eletricidade que percorria seu corpo.

Retirou a mão do mamilo e voltou a pegar o pote de lubrificante e despejou, desajeitadamente, um pouco nas mãos e melou bastante os dedos. Estava envergonhado do que estava prestes a fazer, mas o desejo era bem mais do que toda sua pose de heterossexual, isso sem contar que estava sozinho de novo, seu irmão devia estar bebendo por aí. Deitou-se de lado, ainda olhando a tela e levou um dedo à sua entrada. Estava receoso, mas prosseguiu tentando penetrar um dedo, mas por estar tenso não conseguiu, então respirou fundo e relaxou.

Ao tentar novamente o dedo deslizou por seu interior, fazendo-o gemer mudo. Não era tão ruim, apenas desconfortável, mas ao que parecia aquilo iria melhorar em breve. Olhou para a televisão, agora o não tatuado estava de quatro, revirou os olhos introduzindo mais um dedo ao seu interior e fechando os olhos enquanto ambos os dedos iam e vinham em seu anus. Mordeu o lábio inferior contendo os gemidinhos que queriam lhe escapar, mas não pôde conter um bem longo quando o terceiro dedo se uniu aos outros e, teve de admitir, os gays eram muito corajosos, aquela porra doía bastante.

Mas não parou, tentava fazer seus dedos irem cada vez mais fundo, continuava a se masturbar com a outra mão e já não controlava seus gemidos. Fechou os olhos e a imaginação de si e Bill juntos voltou à sua mente, só que ainda melhor. Em sua mente o irmão o penetrava rapidamente e parecia estar tão bom, imaginou Bill ali, no lugar de seus dedos. Tentou imaginar o calor de seus corpos unidos, os beijos, os toques. Seus dedos não paravam de entrar e sair de si e estava próximo, podia sentir seu falo despejando algumas gotas e prestes a explodir.

– Biiiill... – gemeu arrastado sentindo-se chegar ao orgasmo e se assustou, chamara pelo irmão ao chegar ao ápice! Mas aquilo não importava, o que importava era que ser gay nem era tão ruim... E a partir daquele dia Tom Kaulitz respeitaria os gays mais do que já respeitava, eles eram realmente homens demais para admitir que gostavam daquilo.

Enfim... Seu desejo pelo irmão apenas aumentara.

Flashback off.

– Toooooom! – escutou a voz do irmão o chamando e suspirou. Pegou o café, a água e alguns bolinhos para o gêmeo. Equilibrou tudo na bandeja e voltou a subir as escadas. Ao entrar no quarto quase deixou a bandeja cair ao chão, Bill estava nu! Como ele podia ficar nu com ele ali??? Revirou os olhos, é claro que ele podia, eram apenas irmãos.

– Senta na cama, Bill. – pediu com a voz entediada. O mesmo procedimento de sempre. Bill sentou na cama todo largado, encostou-se à cabeceira da cama e ficou observando os movimentos do irmão. Tom pegou um copo de água e colocou em suas mãos, ao qual o loiro engoliu praticamente de uma só vez. Entregou o copo a Tom e trocou por um bolinho e uma xicara de café. – Quando vai parar? – seus olhos se encontraram e Tom notou que Bill estava triste. – O que anda fazendo quando sai daqui?

– E-eu... Não é da sua conta. – respondeu mordendo o bolinho para não ter que falar mais alguma coisa.

– É sim! Você é meu irmão e eu estou preocupado! – disse indignado. Tentava não olhar para o corpo do gêmeo e se concentrava em sua face, o que não ajudava muito também, pois notava o quão abalado estava seu gêmeo. – Sai todas as manhãs e volta de madrugada completamente bêbado, me evita sempre que tento ficar com você... Eu fiz alguma coisa pra você, Bill? – perguntou. Precisava de respostas, repostas que apenas Bill poderia lhe dar.

– É... é difícil explicar Tom... – disse o mais novo voltando a morder o bolinho de chocolate com morango, era um de seus favoritos. Sentiu seu peito apertar ao notar isso, ele sempre fazia de tudo para agradá-lo, seu irmão era perfeito, mas ainda assim o machucava. Mas não podia fazer nada... estava tudo acabado agora... tinha de deixa-lo. – Eu só estava querendo curtir a minha vida...

– Dessa forma? – perguntou o de dreads alarmado. – Não está curtindo a vida, está acabando com ela! Sério, Bill, você está com algum problema, não é? Me diz o que é! – praticamente implorou o guitarrista.

– Você está gostando de mim, não é? – perguntou olhando diretamente nos orbes assustados do irmão. – Sei que está... Uma vez vim mais cedo pra casa e te escutei... e vi. – admitiu com os olhos semicerrados observando cada expressão que seu irmão fazia, mas ele não mudava aquela cara de assustado. – Tom, me responde.

– Eu... – desviou os olhos para o chão, sentia que estava corando fortemente. Como pôde ser tão descuidado? Por que não se controlara? Sentiu a mão do loiro levantando seu queixo e seus olhos se encontraram. O maior estava com os olhos lacrimejantes.

– Exatamente por isso que ando bebendo... por isso que nunca estou aqui para você. – revelou e o menor sentiu seu coração partir; então Bill se afastara por isso? – Porque eu também gosto de você. – e o silêncio dominou o lugar.

– Mas... – porém antes que pudesse terminar a frase seus lábios foram capturados pelos semelhantes. Seu coração batia acelerado em seu peito, chegava até a doer. Bill, assim como ele, ainda estava com os olhos abertos, mas estavam com aquela dor, tristeza, enquanto os de Tom estavam arregalados, mas lentamente foram ficando entregues e se fecharam. Apenas pressionavam os lábios, um toque macio e realmente bom, até Bill pedir passagem com a língua, esta logo foi cedida e um beijo calmo se iniciou, mas evoluiu rapidamente para um beijo luxurioso, quase como aqueles que o moreno passava alguns dias imaginando. – Bill... – o mais velho o empurrou de leve para poder respirar, mas seus rostos continuaram próximos.

Foi então que Tom olhou para o corpo do irmão, nu... completamente nu... ah, seria dele agora, e o teria! 

Não aguentaria esperar muito mais! Saiu da cadeira que estava e sentou no colo do mais novo, que se assustou com a atitude do irmão. Tom o olhava de forma maliciosa enquanto acariciava seu tronco, deliciando-se com os músculos de seu corpo. Desceu os lábios mais uma vez e selou os do gêmeo mordendo o lábio inferior e chupando-o em seguida.

– Tom... acho melhor... – mas não pôde terminar a frase, pois seus lábios eram tomados mais uma vez, só que de forma ainda mais desesperada. O moreno começou a se mover em seu colo, fazendo com que perdesse a pouco razão que ainda lhe restava. Tom não parava de roçar as nádegas em seu membro descoberto e ele respirava ofegante rente à sua orelha, provavelmente era proposital, o que deu bastante resultado, pois o maior o segurou pelas rastas e o deitou na cama, aproveitando para deitar-se por cima.

O beijou com certa violência, deixando que suas mãos adentrassem a camiseta larga e fina que usava. As mãos do loiro exploravam cada pedacinho daquele tronco ainda coberto, logo Tom já estava sem a camisa e Bill lhe beijava o pescoço, lambia e mordia, deixando algumas marcas. Podia escutar a respiração acelerada de seu gêmeo e sentia seu membro sendo apertado dentro daquelas calças.

– Bill... eu... eu quero você... – revelou o moreno colocando os dedos entre os fios loiros do cabelo do gêmeo, trouxe a cabeça de Bill para perto e selou seus lábios enquanto deslizava a outra mão para o membro ereto do maior. Ambos gemeram quando o de dreads iniciou uma lenta masturbação. Enquanto Tom o masturbava, Bill começou a despir o gêmeo, retirando sua calça e logo em seguida, tendo de parar a masturbação, a boxer.

Agora completamente livres das roupas eles se deitaram novamente entre beijos apressados e necessitados. Deliciavam-se com a sensação de seus corpos quentes grudados daquela forma, gostavam do calor do corpo oposto e cada mínimo toque entre eles fazia com que uma carga elétrica lhes passasse pelo corpo.

– Ahnn... – gemeu o moreno quando Bill começou a lhe chupar um dos mamilos, mordendo-os com força. 

Aquilo era bem melhor do que imaginara tantas vezes. O loiro foi descendo os beijos por seu tronco, excitando-o cada vez mais e deixando-o realmente apreensivo, e faria mesmo aquilo? - Bill... – gemeu manhoso enquanto o mais novo beijava e mordia sua virilha, por que ele não ia direto ao ponto??? – Por favor... – ofegou e se irritou com a risadinha abafada seu irmão. Mas logo sentiu a ponta da língua de seu irmão deslizando por seu pênis e se arrepiou por completo. – Aaaahhh... – gemeu um pouco mais alto quando seu membro foi envolvido pela boca do irmão.

Aquilo era muito bom, muito mesmo, melhor do que com mulheres. Não sabia explicar bem a diferença, mas era como havia dito: mulheres são mais delicadas e algumas têm certo nojo daquilo que Bill estava fazendo, mas isso pouco importava para o moreno agora, apenas segurava os lençóis com força enquanto Bill lhe proporcionava mais prazer do que qualquer outra mulher jamais conseguiu. Seus dreads estavam desamarrados e seu corpo suado, mas nem notava isso.

O loiro rodeava a glande com a língua e pressionava com força seu pênis, levando-o à loucura. Uma mão estava entre os fios loiros, segurava os fios lisos com certa força, mas não machucava o irmão, não que ambos percebessem se isso estava ou não acontecendo, mas enfim... Tom rebolava de leve sentindo que iria explodir a qualquer momento.

– Bill, eu vou... Aaaahhhhh... – gemeu arrastado chegando ao ápice na boca do irmão. Lentamente o loiro parou de chupá-lo, Tom esperou que o maior deitasse por cima dele para que continuassem o que haviam começado, mas, para sua surpresa, o maior saiu da cama e começou a pegar alguma roupa no armário. – Bill...

– Isso não devia ter acontecido. – Mas nem havia acontecido o que Tom realmente queria! O que Bill tinha? Ele não havia dito que gostava de Tom?

– Do que está falando? Achei que gostasse de mim também! – exclamou o moreno levantando da cama com um lençol enrolado na cintura, Bill já começava a se vestir.

– E eu gosto... mais do que devia. Eu te amo, Tom. – disse olhando diretamente nos orbes castanhos do irmão.

– Então por qu...?

– Porque não posso... – respondeu antes mesmo da pergunta ser feita. Pegou uma mochila e jogou algumas roupas dentro, juntamente com sua carteira. – Olha... me esquece, ok? Esquece o que aconteceu e o que sente por mim.

– Bill! – quase gritou segurando o gêmeo pelo pulso.

– Estou indo embora, depois venho aqui pegar as minhas coisas. Sério, Tom, me deixe ir... Viva a sua vida. – implorou o loiro limpando uma lágrima que escorria pela face do moreno. – Eu te amo, viu?

– ENTÃO POR QUE ESTÁ ME DEIXANDO? – berrou, não era exatamente por querer o irmão de outro modo, mas porque não se via sem seu irmão. Eram novos e tinham tanto para viver juntos. Bill não podia deixa-lo! Ele era a única família que tinha!

– Tom, eu... – mas não tinha o que dizer! Tinha que ir antes que acabasse com tudo!

– ME DIZ! SOU SEU IRMÃO! VOCÊ SABE QUE É A ÚNICA PESSOA QUE EU TENHO! Bill! – jogou-se nos braços do loiro e chorou, sem se importar com mais nada. - Por favor... fique comigo...

– Tom, eu vou ser pai... – murmurou baixinho na orelha do irmão e começou a se afastar, não olhou para o menor, apenas se afastou até ter saído. A essa altura ele também já chorava. – Adeus... – murmurou antes de correr para a escada.

– Pai...? – sussurrou o mais velho antes de se deixar cair na cama e chorar até dormir.

Notas finais do capítulo
Eu disse que não era bom u______________u'
Hum, comentááários??????????????????????? Eu ficaria feliz com alguns...







Capítulo 2 - Seu


Notas iniciais do capítulo

Oooooi! Fiquei tão feliz em saber que vocês queriam uma continuação >.< eu não tinha um plano pra essa fic quando escrevi, mas man, eu recebi 5 reviews pedindo uma continuação aí pensei "awwwn, não posso não escrever!!!" e na mesma hora me veio uma ideia >.
Enfim, o cap ficou pequeno ): me desculpem, mas foi o máximo que deu D=
Boa leitura ^^ 



O moreno abriu os olhos, sua cabeça doía bastante, talvez por ter chorado demais ou talvez pelos pesadelos. Enfim, ele não se importava com isso, pois toda a sua atenção estava em um loiro sentado ao seu lado, também estava com os olhos vermelhos. Bill usava uma blusa branca um tanto solta e uma calça preta colada, Tom se deixou viajar pelos orbes castanhos do maior, mesmo sem a maquiagem ele ainda era lindo e aqueles olhos eram tão intensos.
– Bom dia, bela adormecida... – brincou o maior rindo de leve, risada essa que não foi acompanhada pelo moreno sobre a cama, que continuava a lhe observar em silêncio. – Err... eu... me desculpe por ontem – começou olhando para suas mãos entrelaçadas uma na outra. – não devia ter deixado acontecer e... não devia ter escondido aquilo por tanto tempo.
– Quanto tempo? – foi a única pergunta que saiu da boca do menor, baixa, rouca e triste.
– Seis meses e meio... – e então o de moicano levantou os olhos encontrando os semelhantes cheios de lágrimas. – Por favor, não...
– Você não tem o direito de me pedir para não chorar. – disse o mais velho um tanto grosso. – Por que ainda está aqui? Não ia pegar as suas coisas e ir embora?
– Para de agir assim comigo... Por favor, Tom... eu não queria que isso acontecesse, mas aconteceu e eu não posso fazer nada. – levantou-se passando as mãos pelo cabelo, uma pequena mania que adquirira após cortar o cabelo. Tom havia reparado nisso, quando Bill estava nervoso ele passava a mão pelo moicano ou pela face, gostava dessa mania dele... Xingou-se mentalmente por ainda estar pensando dessa forma em relação ao loiro, afinal tudo o que sonhara para os dois jamais seria possível. Bill seria pai!
– Não me interessa o que...
– Eu realmente gosto de você, eu te amei por muito tempo... até desistir. – o moreno não tinha coragem de olhar para o gêmeo, então ficou encarando suas mãos sobre o cobertor quentinho que o cobria. – Achei que era loucura, afinal você é meu irmão gêmeo, eu devia estar confundindo... então decidir experimentar um pouco da sua vida e viver. Foi quando trocamos de lugar, eu saia cedo com uns amigos e voltava tarde da noite com alguma garota enquanto você ficava em casa, às vezes até saia, mas não como antes... Ter você em casa era o que eu mais queria, mas quando isso aconteceu já era tarde demais. – o mais novo parou próximo a um sofá que havia no quarto e deitou no mesmo, ficou encarando o teto enquanto falava. – e eu não notava... eu finalmente podia ficar só com você em casa e tentar te conquistar, mas não... eu acabei engravidando uma puta.
– Quem?
– Foi no dia que ela me disse estar grávida que comecei a beber. Eu já tinha notado que você finalmente estava em casa pra mim, mas estava tudo acabado! – o moreno notou a voz tremida do irmão e suspirou, ainda assim não o olhou. – de dia eu ficava com ela, cuidava dela... conversava com os pais dela... mas de noite, quando eu dizia ir pra casa, eu bebia até me acabar. Assim não lembraria de você quando chegasse em casa, mas você sempre cuidava de mim com tanto cuidado, mesmo parecendo irritado... – o maior olhou para a cama do irmão e viu uma lágrima lhe descer pela face. – Os pais dela estavam me pressionando... dizendo que eu a engravidei então tinha de arcar com as consequências... No mesmo dia em que descobri que você gostava de mim... eu a havia pedido em casamento.
– O QUÊ? – Berrou o moreno levantando rápido da cama para olhar o irmão, agora as lágrimas desciam em cascata, molhando seu peitoral exposto.
– Naquele dia eu cheguei sóbrio. – continuou o mais novo. – eu entrei sem fazer barulho, estava arrasado e ia te contar tudo o que estava acontecendo, ia te pedir ajuda. Mas eu escutei gemidos vindos do seu quarto e achei que estava com alguma garota, mas depois de uns minutos estranhei escutar só você e a televisão... Então eu subi as escadas e olhei pelo vão... – o loiro soltou um longo suspiro lembrando da cena que presenciara. – Fiquei o tempo todo ali olhando o que você estava fazendo, eu nunca imaginei que fosse gay... mas me assustei quando chamou por mim. – olhou para o menor, que corava fortemente. – senti meu mundo acabar...
– Foi tão ruim assim saber que era em você que eu estava pensando? – perguntou sarcástico indo em direção ao armário.
– Não... mas o ruim era saber que eu ainda te amava e que eu estava prestes a me casar com uma puta que tanto odiei a vida toda. – agora o maior já chorava. – Eu me odiei profundamente naquele momento. Sai correndo e passei a noite toda bebendo, a manhã, a tarde e voltei de noite... você cuidou de mim... me acalmou enquanto eu chorava e tudo o que conseguia pensar era no quão eu estava perdido o não quanto eu o queria. – mas não mudei minha atitude, apenas piorei. Mas de propósito. Eu queria que desistisse de mim, queria que me odiasse, tentei ser o pior irmão do mundo... mas acho que não adiantou...
– Sai daqui. – pediu o moreno entre lágrimas. – Por favor, vai para a sua mulher!
– Tom... por favor, me deixe ficar... cuida de mim... por favor... – chorou o loiro. – uma última vez, por favor.
Tom suspirou. Por mais que fosse o correto Bill ir embora e deixa-lo de vez, o que mais queria era que ele ficasse para que o cuidasse, desse carinho e o chamasse de irmão por mais tempo... pois já havia decidido, seria a última vez que se veriam na vida.
– Vá tomar um banho... vou fazer chocolate quente para nós... essa conversa ainda não acabou. – avisou antes de sair e bater a porta.

~x~

– Como sempre o melhor chocolate quente do mundo. – murmurou o Kaulitz mais novo com a caneca na mão, uma fumaça branca saia da mesma, ele inalou o cheiro e sorriu. O de dreads se perdeu naquela visão, ah, como estava apaixonado!
– Obrigado... – murmurou bebericando seu chocolate sem olhar para o gêmeo.
– Desde quando? – perguntou Bill olhando fixamente para o menor.
– Não sei. – respondeu, não queria se aprofundar muito em seus sentimentos. Se pudesse estaria morto, Bill não sabia o quanto estava sendo difícil estar assim, tão perto, e não poder fazer nada, isso sem contar que lembranças do que acontecera na noite anterior eram bem fortes.
Ficaram em silêncio por um bom tempo até Bill repousar a caneca ainda cheia no chão e deitar a cabeça na coxa do irmão. Tom o olhou, parecia tão calmo ali, com os olhos fechados e a respiração lenta. Ficou paralisado observando a beleza do outro, era tão diferente dele. Bill abriu os olhos lentamente e seus orbes se encontraram, o coração de Tom acelerou e ele não resistiu. Lentamente desceu o rosto rente ao do irmão e selou seus lábios lentamente, tão macios! O toque era indescritível, era tão bom, poderia ficar a vida com os lábios encostados ali, mas ao notar o que fazia se afastou e saiu de perto do gêmeo.
Colocou as mãos na parede e deixou a cabeça pender para baixo enquanto suspirava pesadamente, Bill não tinha noção do poder que tinha sobre ele. Não poda ficar fingindo que estava tudo bem! Daqui dois meses e meio seu irmão seria pai! Não podia se dar ao luxo de beijá-lo quando quisesse, mas Bill também não facilitava nada. Sentiu mãos quentes lhe tocarem as costas e suspirou enquanto o maior o abraçava por trás, encostando seus corpos em um abraço carinhoso e quentinho.
– Pare com isso, Bill... por favor... – pediu o moreno, mas sem se afastar dos toques do maior. – Sabe que não podemos... isso torna tudo muito mais difícil para mim...
– Mas eu não quero me casar, não quero ser pai. Eu quero você, eu sempre quis. – sussurrou beijando o pescoço do mais velho, porém, antes que aquilo fosse longe demais, o de dreads negros saiu de perto do outro. O fuzilou com os olhos e sentou no sofá novamente.
– Não é uma questão de querer ou não. – disse ligando a televisão. – Aconteceu, agora não tem como voltar atrás... Você vai casar e ser pai. Parabéns. – deu uma risada seca e segurou as novas lágrimas. – Aliás, estou convidado para o casamento? – perguntou com um sorrisinho, fingiria que estava tudo bem. Aquela era uma batalha perdida, por mais que ambos quisessem ficar juntos... já não era mais possível.
– Tom, por favor...
– Ah, Bill, me diz quando vai ser, assim já posso arrumar um blazer para mim! Podemos combinar! – sorriu animado com a ideia, era tudo encenação, mas queria se livrar daquele fardo logo. – quem serão os padrinhos? Aliás... quem é a noiva?
– A Ria. – respondeu o loiro secamente. – Vamos nos casar só depois que ela tiver o bebê. Os padrinhos são uns amigos dela lá e o Andreas. Vamos passar a nossa Lua-de-Mel em Maldivas e depois vamos nos mudar para Los Angeles... Nosso casamento vai ser naquela Igreja que eu e você costumávamos visitar só porque era bonita... Satisfeito? – perguntou irritado.
– A Ria...? – repetiu boquiaberto. Mas ela era uma puta! Como seu irmão casaria com aquela mulher? E desde quando os dois se relacionavam, até onde sabia ela era sua ex-namorada. Bill o encarava com certa raiva, não queria ter revelado tudo assim, não queria nada do que estava acontecendo. Seu celular vibrou, uma mensagem.
– Licença, vou embora. Minha noiva me espera. – disse amargo pegando a própria mala. – Dê graças a Deus, Tom, daqui três meses você nunca mais vai me ver. – o moreno não olhou nos olhos do gêmeo, estava mais do que decepcionado. Nunca achou que fosse gostar de alguém e agora que isso estava acontecendo, queria sua antiga vida de galinha de volta.
– Espero que seja feliz com ela... – sussurrou. Bill se aproximou dele e sentou ao seu lado no sofá, para em seguida o puxar para um abraço apertado e necessitado. – E-eu... eu vou sentir sua falta... – o loiro se afastou minimamente e olhou nos orbes semelhantes, Tom tentava ser forte e não chorar, assim como ele.
– Não vou ser feliz ao lado dela, você sabe. – sussurrou selando os lábios carnudos do moreno. Era um beijo apaixonado e intenso, dessa vez o de dreads não o afastou, dessa vez ele não o quis longe. Queria que o beijo durasse a eternidade, queria poder prender o irmão ali e convencer aos dois que era apenas um pesadelo bem ruim, mas que logo passaria se ficassem juntos.
Lentamente o loiro o deitou no sofá, nada disse, pois por mais que soubesse que não devia deixar aqueles beijos acontecerem, era fraco. Bill o dominava, o deixava sem saída sem ao menos notar que o fazia, Bill o tinha para si como ninguém jamais teve. Durante aquele beijo, em que suas línguas batalhavam por espaço, notou o quanto era de Bill, o quanto o amava e faria de tudo para tê-lo. Sabia que suas chances de ter o maior eram quase nulas, mas também sabia que era a si que o gêmeo amava e não a vadia da Ria.
Bill fez menção de sair de cima de seu corpo, mas o impediu abraçando-o com mais força e intensificando ainda mais o beijo; pressionava os lábios contra o oposto, fazendo uma massagem gostosa para em seguida voltarem à batalha de línguas. Suas cabeças se moviam quase que freneticamente enquanto os beijos ficavam mais necessitados, as mãos já passeavam pelo corpo oposto e suas respirações começavam a acelerar.
Novamente o loiro tentou se afastar, mas o de dreads o abraçou com as pernas e o beijou com mais intensidade. Foi quando Bill notou o salgado do beijo, Tom estava chorando mais uma vez.
– Tom... – sussurrou olhando para o gêmeo, que tinha lágrimas escorrendo pela face e estas morriam em seus dreads pretos.
– Você disse que me ama... – soluçou segurando com as duas mãos a camiseta xadrez que o mais novo usava. Bill assentiu preocupado. – Então me ame, Bill... por favor... me faça sentir o que ninguém nunca foi capaz de me dar... me faça feliz apenas hoje... – Já havia desistido de fingir, queria Bill, queria agora. Puxou o gêmeo pela gola e sussurrou rente aos lábios carnudos. – Me deixe ser seu...


Notas finais do capítulo

E então?
Beijos e até o próximo =* 

7 comentários:

  1. EEEITA CARAI, eu deitada e o final repentino me fazendo levantar sem jeito e cair lindamente, me diz q tem continuação??!!!

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    1. HASHUAHSUAHUAHSUHAS' Amo demais essa fic :3
      Ah, claro que tem ^^ tenho mais 2 capítulos escritos já *-*

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  2. EEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH então posta senhorita U_U, estou aqui aguardando, aí aí q saudade de ler um yaoi booom (:

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    1. AHSUHAUHSUHASH' Mas preciso de mais leitoras u.u KKK' E preciso betar ainda D: tá um terror cuidar de todas essas fanfics, oh gott D:
      Mas vou postar sábado que vem, pode ser?? *-*

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  3. RWWWWWWWWWWWWWWWWWWWARR, pooode, na vdd, DEVE, meeeeu, q fic deliciosa de ler *oo*

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  4. MAAAAAAAAAAAAAAAAAMAMIA, e qm é a mãe? A RIA, e minha boquinha abrindo devagarinho até ter a forma de um perfeito 'O', mein gott, q bonitinho seria os dois papais, puutz, até lá ainda vou ter várias reações, mano, continua escrevendo assim, eu adoro ler livros q me fazem ter as reações mais variadas e diferentes possíveis, rir no tom de sarcásmo, surpreender-me em momentos inesperados, agir feito o próprio presonagem, e me imaginar no lugar de um deles :3

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  5. Caaaaraaaaa, muuuuuuuiitoo perfeita... *-* Chorei oceanos nesse cap. T.T
    Mano, você ainda vai ser responsável pela minha morte u__u
    Eu amo tanto suas fanfics *--*
    PARABÉNS SUA LINDA!!! Cara, ninguém NUNCA será tão perfeita pra escrever como você!!! Tipo... N-U-N-C-A!!!

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