One Plus One Equals Me And You

 

Sinopse: Gêmeos univitelinos, vindos de uma única célula. A divisão perfeita de um ser que volta a ser apenas um, não por fora... mas por dentro, unidos por um amor incondicional e incontrolável.
Short Fic


Classificação: +18
Categorias: Tokio Hotel
Gêneros: Amizade, Drama, Lemon, Shounen-ai, Songfic, Yaoi, Universo Alternativo
Avisos: Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência, Álcool

Notas da História:
- Estou tentando terminar o capítulo Extra, mas está difícil =/
- SEM PLÁGIO!
- Kaulitzcest, se não gosta, não leia.
- Betada pela minha Moms, 7B2uty *-* Obrigada Moms!
- Minha primeira Song Fic *o*
- Sem fins lucrativos, apenas para nosso divertimento ^.^
- Bill e Tom Kaulitz, Andreas, Natalie, Georg Listing e Gustav Schäfer não me pertenem T-T Mas Katharinne, Giovanna, Renato e Felipe pertencem :D
- Todos os capítulos estão prontos, porém postarei de 15 em 15 dias :) Ou seja, sem problemas de atraso ^.~
Bem, é isso, espero que gostem, pois fiz com muito carinho.
Ah, antes que eu me esqueça, a música é 1+1 da Beyoncé *-*
Beijos!




Capítulo 1 - Redação
 
 
 
 
If I ain't got nothing (Se eu não tiver nada)
I got you
(Eu tenho você)
If I ain't got something
(Se eu não tiver alguma coisa)
I don't give a damn
(Eu não dou a mínima)
'Cause I got it with you
(Porque eu tenho com você)


 I don't know much about algebra (Eu não sei muito sobre álgebra)
But I know 1 plus 1 equals 2
(Mas eu sei que 1 mais 1 é igual a 2)
And it's me and you
(E sou eu e você)
That's all you have when the world is through
(Isso é tudo que você tem quando o mundo está acabado)




O moreno de tranças escrevia freneticamente na folha branca. Estava em seu quarto, um pouco escuro, pois as cortinas estavam fechadas, e apenas o abajur estava ligado, para iluminar o papel onde escrevia mais um cansativo trabalho da faculdade de engenharia. O lápis já um pouco gasto corria apressado pelo papel, fazendo contas, escrevendo regras da física, e era apenas o rascunho. Queria se livrar logo daquela redação.

Tom parou de escrever e puxou duas grandes apostilas da faculdade, passando a lê-las, pensando se o que escrevera estava certo. No dia seguinte teria uma prova horrível de física e ele simplesmente precisava tirar uma nota alta. Não que fosse um aluno ruim, muito pelo contrário, Tom Kaulitz era um dos melhores alunos de engenharia mecânica da melhor faculdade do estado, a USP.

Sim, muitos o conheciam, já participara de vários concursos pela faculdade, sempre ficando no pódio, aquele garoto tinha um grande futuro pela frente. Além de inteligente Tom era descolado e cobiçado, mas, por um motivo conhecido apenas por ele, não se relacionava com ninguém, não tinha namorada e as vezes que ficava com alguém estava um pouco alterado pela bebida ou era por necessidade. Ninguém entendia, todas as garotas da USP caiam aos seus pés, assim como os garotos se ele quisesse. Mas não... Tom nunca falou sobre sentimentos e evitava o assunto.

Após duas horas e meia seu trabalho estava pronto e ele passava a mão na testa para tirar aquele irritante suor. Sorrindo jogou-se em sua confortável cama, que sempre tinha o cheiro de seu irmão, pois ele passava o perfume do gêmeo nos lençóis. Amava deitar naquela cama e dormir sentindo aquele cheiro. O único problema é que o dono do cheiro nunca estava ali, nunca estava ao seu lado e pior... Nunca percebeu os sentimentos do de tranças.

Podia ser um sentimento errado a vista da sociedade, mas era real e não causava dor em ninguém, apenas em Tom. Suspirou e enterrou a cabeça entre os travesseiros. Era sempre assim, quando não estava estudando era o gêmeo que estava em sua mente, sempre ele, somente ele... Ele era motivo pelo qual não tinha namoradas ou namorados, o motivo para se concentrar tanto nos estudos, o motivo para não falar de amor... O motivo para sorrir e chorar era sempre ele: Bill.

Este estava demorando para chegar hoje e isso preocupava o de tranças. O semelhante não costumava demorar tanto para chegar, mesmo não sendo um dos mais rigorosos em relação a horários (quase sempre estava atrasado para a faculdade), ele respeitava os horários da casa. Já era para ele ter chego há duas horas... O rapaz pegou o celular e discou o número do irmão. Esperou e se assustou quando o som do toque chegou às suas orelhas, vindo da sala no andar térreo.

– Que estranho... – Sussurrou tirando o próprio celular do ouvido e, deixando-o jogado sobre o lençol branco da cama, levantou-se. Tinha certeza de que Bill levara o aparelho com ele e, se havia chegado, por que não foi falar com o menor, como sempre fazia?

Lentamente o de tranças saiu do quarto e olhou para o térreo se assustando ao ver o gêmeo estirado no chão, completamente sujo, machucado e chorando silenciosamente. O cabelo, antes cheio de dreads, estava totalmente destruído, como se alguém o tivesse cortado com tesoura de papel sem cuidado algum. O rosto machucado e inchado estava triste.

Tom correu escada abaixo sempre com os olhos no delicado corpo do gêmeo, que começara a chorar mais. O de tranças se ajoelhou ao lado do outro e pegou sua cabeça apoiando em suas coxas, olhava preocupado para o maior que, com algum esforço, tampara o rosto com as mãos para que o irmão não visse o estrago em sua face sempre tão perfeita. Tom respeitou isso, sabia o quanto o Bill era cuidadoso com a aparência e complexado. Acariciou levemente os cabelos destruídos do mais novo.

– O que aconteceu, Billy? – Perguntou o de tranças. Estava realmente preocupado com o estado do gêmeo. Bill não respondeu nada, só aumentou as lágrimas e soluços. – Não, não, não chore, ei... – Tocou levemente o queixo deste e o elevou um pouco, para que sua face, ainda tampada pelas mãos, ficasse em direção à sua. – Ei, olhe pra mim, sou eu, Tom... – Os soluços do maior aumentaram mais e ele deixou que as mãos caíssem pesadamente no chão. Seus olhos não se ergueram para a face surpresa do semelhante. Deixou-os voltados para baixo. Não queria ver justamente naqueles olhos o quanto estava horrível. – Olhe para mim Bill. – Pediu delicadamente o de tranças. – Sou eu, olhe para mim... – Insistiu.

Bill sempre confiou no gêmeo, mais do que em qualquer pessoa no mundo, era ele que sempre o entendia, o ajudava, estava lá quando precisava de um ombro amigo, estava sorrindo com ele quando estava feliz... Tom era tudo para ele. Sabia que jamais confiaria em alguém como confiava no irmão. Jamais amaria alguém como o amava.

Ainda com aquele olhar triste ergueu os orbes para o menor, que lhe sorria delicado e preocupado. Odiava fazer isso com ele, odiava deixá-lo preocupado... Já escondia esses acontecimentos há algum tempo, mas hoje os agressores passaram da conta e lhe feriram de uma forma abusiva, desumana, horrível, repulsiva, e tudo o que conseguia sentir era nojo... Ódio.

– O que aconteceu? – O mais velho repetiu a pergunta, mas o outro continuou sem responder.

Me ajuda... – Sussurrou fracamente Bill, levando uma mão fracamente até o pulso do irmão, que lhe acariciava a nuca, já que a cabeça parecia estar machucada. Puxou sua mão delicadamente, e segurou a dos dois unidas. – Me protege... – O de tranças limpou as lágrimas silenciosas e beijou sua bochecha ferida, tomando cuidado para não machucá-lo mais do que já estava. Lentamente e com todo o cuidado que podia pegou o irmão no colo e começou a subir as escadas. Olhava para o gêmeo que ainda chorava penosamente tentando controlar os gemidos de dor.

O de tranças não entendia o porquê de tanta dor, será que suas costas estavam machucadas? Sentia raiva de quem havia feito aquilo com o irmão, quem podia ser tão mal com um ser tão inocente como aquele? Bill jamais fizera mal algum a ninguém, por que insistiam em machucá-lo? Aquela não devia ser a primeira vez... O maior devia estar escondendo isso há um tempo...

Bill parecia dormir em seus braços, então o deixou sobre a própria cama e foi ao banheiro encher a banheira, retornando logo ao quarto, encontrando seu gêmeo olhando para suas lições, passando os delicados dedos sobre sua caligrafia apressada do rascunho. Sorriu e se aproximou sentando ao lado do irmão, que lhe lançou mais um olhar triste. Suspirando o de tranças levou as mãos à barra da blusa do gêmeo, que deixou a folha de rascunho de lado para que o gêmeo o despisse.

Tom...? – Chamou Bill fracamente enquanto o mais velho, após ter tirado sua camisa, começava a se livrar de seu coturno.

– Fala... – O de tranças ergueu os olhos encontrando os do gêmeo.

– Posso... Posso ficar com esse papel? – Pediu o maior apontando para a folha de rascunho do de tranças. Tom o encarou confuso com o pedido. Como Bill podia querer um pedaço de papel quando estava daquela forma?

– Pode. – Respondeu o outro sem se importar muito com o que havia no papel. O maior sorriu fraco e voltou a olhar para o papel, sentindo seu peito aquecer de uma forma que apenas o mais velho fazia consigo; no papel havia alguns cantos com seu nome, mas no início da redação estava escrito "1+1 = 2". O de tranças sempre gostou de usar ironia em suas redações, mas aquele simples título havia muito mais significado do que o maior podia imaginar. Não era a toa que seu nome estava em vários cantos da folha borrada de grafite pela rapidez com que fora escrito o texto.

Logo as mãos delicadas do de tranças começaram a desabotoar sua jeans apertada, ambos se entreolharam um pouco mais tensos, mas o menor se sentiu tranquilo, pois seu gêmeo lhe lançara um pequeno sorriso de estimulo. Confiavam um no outro, não havia malícia alguma em suas atitudes, por mais que se desejassem de uma forma a mais que a de irmãos... Não podiam esquecer o que realmente eram... Irmãos gêmeos.

Tom baixou o zíper da calça apertada e voltou a encarar o irmão, tentava disfarçar a tensão que o dominava, era a primeira vez que veria o irmão daquela forma. Colocou as mãos aos lados da calça jeans e começou a puxar, mas o gemido de dor de Bill o fez parar no mesmo instante. Dirigiu os orbes castanhos e preocupados ao outro que voltara a chorar, era esse o momento que estava temendo, logo Tom saberia que sua pureza havia sido perdida de uma forma brusca, repulsiva, nojenta... Ridícula.

Ainda sem entender o que se passava o de tranças se encurvou e abraçou o gêmeo parando com as mãos em suas costas. Entendendo o que o outro faria Bill passou as mãos por seus ombros terminando em um abraço, e logo seu corpo estava sendo erguido pelo forte de Tom que o sustentava sem retirar seus pés do chão.

As silenciosas lágrimas do moreno atravessavam a fina camiseta que o gêmeo usava, mas isso não era mais importante, sentia vergonha do que havia lhe acontecido, era como se tivesse perdido tudo o que mais prezava, sentia que agora não tinha nada, absolutamente nada. Havia perdido aquilo que jurou perder com seu amor e se não fosse com ele não seria com mais ninguém. Perdera sua pureza.

O de tranças levou as mãos à calça do maior e voltou a baixá-la. O Kaulitz mais novo segurou o gemido que queria escapar e deixou que saísse em um suspiro pesado. As mãos de Tom desciam a calça, mas o raspar apertado do pano causava uma dor horrível em Bill, que nem notou que juntamente com sua calça ia sua boxer. Só notou isso quando seu irmão travou olhando para seu corpo nu de olhos arregalados e parecia incrédulo com o que via.

– Bill... – Sussurrou pegando o irmão no colo e deitando-o novamente com todo cuidado na cama, mas dessa vez de bruços, agora entendia o motivo dos gemidos de dor, entendia o que acontecera... Seu amado fora violado de forma agressiva. – Quem foi o maldito? – Perguntou cheio de ódio na voz, ainda encarando o sangue seco nas nádegas e coxas do irmão.

– O time... O time de fut... – O de tranças em meio ao ódio jogara o abajur ao chão e já ia sair para matar o primeiro jogador que visse quando uma voz fraca e chorosa lhe implorou. – Por favor... Fique comigo... – Travou no mesmo instante e olhou para o estado deplorável do gêmeo. Precisava cuidar dele. Virou-se para o armário do quarto e de lá tirou uma caixinha onde guardava a caixa de primeiros socorros deixando-a sobre a mesinha onde antes repousava o abajur já destruído.

– Vem Billy, vou te dar um banho. – Disse carinhosamente voltando a sustentar o peso do gêmeo. Caminharam juntos, mas Bill continuava a gemer de dor, até chegarem ao banheiro. O de tranças desligou a torneira e deixou os sais e sabão na água. Já ia puxar o irmão para colocá-lo na água quentinha quando o pedido chegou aos seus ouvidos.

– Entre comigo? – Bill olhou para baixo e corou fortemente, agradecendo por aquilo não poder ser notado. Tom sorriu fraco, sabia que Bill estava corando.

– Entro sim. – Respondeu sentando o gêmeo na tampa do vaso sanitário. Este gemeu de dor e limpou uma lágrima que escorreu por sua face machucada tocando em seguida o lábio inchado, suspirando. Olhou para o lado, vendo o irmão passar a camiseta pela cabeça e jogá-la no balde de roupas sujas, em seguida sua calça... Era a primeira vez que se viam dessa forma e o estranho é que, mesmo com tudo o que sentiam um pelo outro, não havia vergonha em observar o corpo oposto ou ser observado, confiavam um no outro, não importa o que estava acontecendo.

Só se sentiam bem juntos, era muito mais do que ter sua metade próxima, era muito mais do que ter a pessoa que amavam tão perto, era muito mais do que qualquer coisa que podiam imaginar... Era quase como ter a si mesmo por perto, não fisicamente ou psicologicamente... Mas de outra forma... Não podiam entender, mas sabiam que se conheciam de uma forma estranha, eram a mesma coisa em dois corpos, era um único ser dividido em duas partes, e sentiam saudade um do outro...

Tom voltou os olhos para o gêmeo com um sorrisinho sem dentes e o ajudou a levantar novamente. Juntos entraram na banheira, com o de tranças sempre cuidando para que o outro não se machucasse. Encostou-se à parede da banheira e fez o gêmeo deitar-se com a cabeça em seu ombro, de costas para si e encaixado entre suas pernas.

– Está melhor? – Indagou começando a acariciar o cabelo destruído de Bill para que molhasse mais e depois ele pudesse lavá-los. O moreno apenas assentiu, estava envergonhado por estar daquela forma, encostado ao corpo nu do gêmeo, mas nunca se sentira mais protegido; aquela sensação de que não tinha nada do que gostava ou precisava havia sumido instantaneamente. Estar com Tom daquela forma lhe mostrava que, mesmo com tudo se acabando aos poucos, o teria ali sempre... – O que aconteceu? Me conta... – Pediu o de tranças começando a passar uma esponja pelo corpo delicado do gêmeo, para livrá-lo de toda aquela sujeira e sangue.

– E-eu... Eu estava saindo da faculdade sozinho, hoje o Andy faltou... Eu... Eu não percebi que estava sendo seguido e usei o caminho mais rápido para chegar em casa e não o mais seguro...

– Você passou pelo beco. – Interrompeu o de tranças. – Já te falei milhares de vezes para não passar por aquele lugar, Bill.

– Eu sei, me desculpa... – O menor apenas o abraçou com carinho para que ele continuasse. – Eu estava na metade do beco quando a mão de um dos caras do time me segurou com força. – O moreno parou de falar quando os soluços o atingiram. – E... Eles me machucaram, bateram em mim... Me humilharam... Eu, eu tive de me ajoelhar e eles me seguraram pelo cabelo... – A dor atingiu o peito do de tranças; como pôde deixar que algo assim acontecesse com o irmão? Jamais perdoaria aqueles caras, e eles pagariam pelo que fizeram ao seu irmão. Escutar aquelas palavras era horrível, seu Bill, seu puro Bill... – E abriram as calças... Eu sinto nojo de mim, Tom... – Sem se importar com a dor o maior trocou a posição, ficando de bruços sobre o corpo do gêmeo e o abraçando com força; chorou sentindo os braços fortes deste o apertarem com cuidado e delicadeza. – Eram... Eram cinco, cinco! Eu fui violado por cinco homens, sem poder fazer nada, sem poder pedir ajuda... Fui humilhado, abusado, agredido... – As palavras saiam cortadas pelos soluços constantes do Kaulitz mais novo, mas Tom não o impediu, sabia que Bill precisava colocar tudo pra fora e, como sempre, era no menor que confiava. – De... Depois eles começaram a me bater, me machucar, me xingar... Eu já não tinha forças para nada, eu deixei que me machucassem. No fim eles pegaram uma faca e cortaram meu cabelo e meus dreads... Machucou muito. – Choramingou o maior sentindo as mãos delicadas do gêmeo lhe acariciando a cabeça machucada e as costas judiadas.

– Calma, eu estou aqui e isso não vai ficar assim, eu te prometo. – Garantiu o de tranças e então Bill sentiu seu mundo afundando, nunca realizaria seu sonho, nunca mais teria essa chance... Essas já eram quase nulas e agora mesmo que aconteça não seria como imaginava, não seria sua primeira vez... Fora invadido por cinco homens... Ele jamais seria o primeiro...

– Tom! – Exclamou usando todas as forças que possuía para apertar o gêmeo e chorou audivelmente, seu corpo tremia e seu mundo parecia cair cada vez mais na escuridão, realmente não tinha mais nada... – Não era pra ser assim! Não era pra ser desse jeito... Ia ser perfeito... Ia ser com quem eu amo, mas eles me tiraram essa chance... Tooom... – Falou o mais novo histericamente, ainda chorando. O peito do de tranças afundou no mesmo instante, quem seu irmão amava?

– Calma, Billy... – Foi tudo que saiu de seus lábios, não conseguia falar nada, ele estava em total estado de torpor, sentia seu mundo desabando lentamente.

O de tranças terminou de limpar seu irmão que ainda chorava penosamente perdido em seus pensamentos. Enxaguou seus corpos no chuveiro e o levou para o quarto. Em momento algum o choro de Bill diminuía e Tom apenas se sentia pior, deveria amar de verdade a tal pessoa para estar assim. Deitou o outro na própria cama novamente e colocou rapidamente uma boxer e uma calça de moletom.

– Vou pegar uma roupa no seu qua...

– Não! – Interrompeu o maior. – Me deixe usar uma camiseta sua, é o suficiente, pegue só uma boxer... – Pediu o moreno. Logo o de tranças fora pegar a boxer do irmão, quando voltou lá estava ele olhando para a redação. Tom tentava entender o que de tão atrativo havia naquele texto para Bill estar sorrindo daquela forma... A não ser que ele tenha entendido o título, aquilo não fazia sentido. De repente Tom lembrou-se, havia escrito várias vezes o nome do gêmeo nas bordas da folha, corou fortemente pegando uma camiseta XXL confortável.

– Consegue se sentar? – Perguntou o menor. O outro até tentou, mas estava dolorido demais. – Espera, eu te ajudo. – Tom voltou a levantar o gêmeo e o ajudou a colocar a roupa, passando cada perna com a maior calma por cada entrada da boxer, assim como os braços finos pelas mangas da camisa. – Vou trazer algo para você comer. – O mais velho se virou, mas antes que se afastasse demais sentiu o leve toque dos dedos de Bill nas pontas dos seus, até que o mais novo estava entrelaçando suas mãos. Aquilo machucou o de tranças, ele realmente queria que aquele toque tivesse algo além do fraternal.

– O que está acontecendo? Você ficou estranho do nada... – Comentou o maior já achando que seu gêmeo estava com repulsa dele, de seu corpo...

– Não é nada... – Disse o de tranças, mas Bill sabia que era mentira, ele sentia isso. Triste, soltou a mão do gêmeo e se encolheu junto à parede, mesmo que aquele movimento doesse, o que sentia por dentro doía muito mais... Agora não tinha mais nada... Nem mesmo seu amor e irmão...

Bill fechou os olhos tentando evitar que mais lágrimas caíssem por seus olhos, mas sabia que demoraria um pouco para dormir, por mais destruído que estivesse os pensamentos o mantinham acordado. Escutou os passos de seu gêmeo de volta no quarto, mas não se moveu, fingiu que dormia pesadamente e conseguiu convencer o outro. Escutou uma risadinha escapada pelo nariz.

– Vai comer como um dragão quando acordar... – Escutou o comentário solitário do irmão e logo escutou as cortinas sendo abertas e depois o pequeno espaço ao seu lado estava sendo ocupado. Sentiu o braço de Tom envolvendo sua cintura em um abraço apertado e carinhoso, os lábios carnudos tocaram sua nuca fazendo arrepios passarem por seu corpo. – Queria que entendesse o titulo da minha redação... – Escutou o sussurro do gêmeo, quase inaudível. – Um mais um é igual a dois... Isso quer dizer eu e você... – O maior arregalou os olhos diante do significado daquelas palavras, seu coração acelerou ao mesmo tempo em que a felicidade e o medo o atingiram... O que faria agora? – Eu estou aqui pra você, Billy, sempre estarei, mesmo que você não perceba que eu te amo... Você tem a mim... Se quiser. Eu queria ter coragem de te dizer essas coisas com você acordado, queria poder ter você para mim do modo como quero, mesmo que seja errado... – Sentiu mais uma vez os lábios carnudos, mas dessa vez atrás de sua orelha. – Eu te amo. – Sussurrou o de tranças lentamente enquanto tirava a mão da barriga do gêmeo e a levava ao antebraço.

Percorreu todo o caminho até a mão semiaberta do maior e entrelaçou estas a sua e, mesmo sem receber uma resposta, continuou apertando fraco como se aquilo fosse garantir que um dia escutaria as mesmas palavras.

O mais velho deixou que algumas lágrimas caíssem e olhou para fora, pela janela podia-se ver a lua brilhando intensamente. Iluminando o caminho dos perdidos, machucando o coração dos que sofriam por amor, alegrando os apaixonados, porém sempre sozinha daquela forma tão linda. As nuvens pairavam a sua volta sempre ameaçando cobrir sua beleza, como se os humanos não fossem dignos de apreciá-la, mas não cobriam... Ela continuava lá, sozinha, sem nem ao menos as estrelas para lhe fazer companhia. Mas em sua total beleza depressiva ela era perfeita... Única.

Bill olhou para a mão de seu gêmeo, pensando se devia corresponder ao toque e mostrar que também o amava. Ele teria a Tom, quando não tivesse nada teria seu gêmeo... Da mesma forma que, mesmo sozinha naquele céu imenso, a Lua tinha os apaixonados para a admirarem, tinha milhares de olhos apreciando sua beleza... A Lua sempre estava acompanhada e, mais do que qualquer um, ela tinha o amor de todos estampado em sua beleza tímida, calma, depressiva, romântica... Perfeita.

Sorrindo para a Lua Bill curvou seus dedos sobre as mãos do gêmeo, apertando-as ainda mais. O outro congelou atrás de si e, antes de se entregar feliz e cansado ao sono o moreno disse:

Eu te amo...

E então se entregou ao que seria, provavelmente, a noite mais tranquila de sua vida...


Notas finais do capítulo

*---------*
E então?
Tristinho o começo né? Mas no fim tudo ficou "bem".
Daqui a 15 dias posto o capítulo 2 com outra parte da música *-*
Beijos!
Júh THP


Comentários aqui!

10 comentários:

  1. Ai que vontade de chorar.Continue Liebe....*-------------*

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    1. Noooo, não pode chorar u.u
      Vou postar o segundo capítulo agora ^^

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  2. OMFG, melhor fanfic evar - mas é claro que eu já te disse isso umas mil vezes ¬¬'
    P.s: é a Grazi! :3

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    1. Haha! Que bom te er aqui >.< sim, já disse *-* Obrigada mesmo por comentar, principalmente por já ter comentado antes lá no Nyah *O*
      AHSUHAUS' Beijos!

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  3. Poxa Júh, não podia judiar mais não?! CIIIIIIINCO FDPs?!!!! Mais se eu pego quem fez isso com meu Bill, aaaaaah mais eu não deixo um pedacinho pra contar história e.e Arranco a cabeça dos cinco num tapa só!!!
    E Tom... tem como vc ficar mais perfeito?... é tbm acho que não. Awwwwwn, ele escrevendo Bill no rascunho é tão, tão, tão menininha apaixonada *-----* Um NHAC bem grande pra vc coisa fofa ^^ E ele cuidando do Bill com todo carinho e delicadeza é tão..... #DEAD !! Queria eu um homem desse pra mim kkkkkkkkk'

    Anywaaay (é eu sei q vc tava com saudade do meu "Anyway" u.u), Ta muuuuuito boa essa fic Liebe sério mesmo *u* Tava MORREEENDO de saudades das suas fics!! Aiin, chega me senti viva novamente kkkkkk' É sempre muito bom ler as obras primas desta magnífica maquininha de escrever kkkkkkk'

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    1. ANNEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEE <3 <3 <3 OMG QUE SAUDADE DE TI *O*
      Ah, eu coloquei 5 caras porque era um caso de um garotinho de dez anos que foi estuprado por 5 caras em uma daquelas reuniões de macumba, sabe? Aí eu vi aquilo e fiquei chocada, então resolvi colocar na fic... não quis descrever o que acontecia pq seria muito cruel e tal D:
      Ahhh, fia, te ajudo a arrancar a cabeça deles u.u

      Owwwwwnnnn, Tom apaixonado é uma coisa tãããão ninda, né? Ahh, admito que chorei um pouquinho enquanto escrevia esse capítulo, achei tão fofo, me surpreendi comigo mesma... *-*

      Anywaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaay da Anne :3 Sei que é bobo... mas eu fiz trocadinho com "Anne Way vai fazer um Anyway" '-' mals HAUSHUAHSUHASUH' que idiota eu '-'
      HUASHUAHSU' Aii, que bom que gostou dela, sério mesmo <3 a amo demaaaais :3 foi a melhor que já escrevi, em minha opinião. Aeeeee, sinta=se viva sim pq a vida é bela u.u
      Obras Primas *ooooooooooo* tá, nem é tudo isso u.u HAUSHUASH' AAAHHH Eu a máquina u_u'
      Te aaaamo, Anne <3

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  4. Q SAUDADE :''''''''''), pooutz, eu aqui esperando e levando a vida tão só, 'descascando' tudo o q escontrava pela frente sobre yaoi e finalmente as minhas autoras preferidas então de volta, aí melDeus, peloamor Juuh, continua assim cara, vc tem todo o direito de escrever (:

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    1. Aaeeee :') saudades também :3
      Noo, pq estava descartando tudo? Era tão ruim assim? '-' Awwwwnnn, sou uma das suas favoritas? >.< Owwwwwnnn'
      Continuareeeeei ^^ um pouco devagar agora pq estou tendo provas e em breve vou trabalhar, o que diminui muito meu tempo, mas escreverei sim.

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  5. aaaaowwwn é sim, favorita U-U e sempre será, to numa escassez, só esperando atualizações, e quando chega....... *O* to magavilhada(liganão) pra tu ter uma noçõa, já tentei ler alguma fics q ao invés de 'haver', põe 'a ver', estamos-tamo, to-estou, e o clássico, 'pra mim comer', 'pra mim ver'. (afffs) Aíí a gente já sabe q é tupi-guarani u_u

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  6. cara to amando sua fic continua

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